No limiar da “casa dos mortos”
Durante dois dias de Junho de 1974, o alferes miliciano Carlos Sousa ouviu e registou na povoação de Vumba o que a PIDE/DGS fizera aos habitantes daquela localidade do centro ocidental do país, junto à fronteira com o Zimbabwe. Chimoio Duco fora preso, levado para a subdelegação em Vila Pery e espancado; Joaquim Niqueisse fora detido a 2 de Janeiro de 1974, transportado para o posto de vigilância de Machipanda e ali espancado com um chamboco e seviciado no ânus com uma garrafa de cerveja; a Domingos Jemusse, levado para o mesmo posto, puxaram-lhe e queimaram-lhe o pénis; Helena Paulo chegou a Machipanda a 5 de Fevereiro e foi mantida presa 20 dias, durante os quais foi sodomizada com paus no ânus, os seios puxados e espancada; Américo Moera foi levado para Vila Pery e colocado numa cela com cães (Carlos Sousa escreveu que as cicatrizes das mordeduras eram visíveis); Cassia Inhamutopora levou pancada com o chamboco, mutilaram-lhe o pénis com queimaduras e “por ser tão velho e já ver muito mal” dizia “ser difícil conhecer” algum dos seus verdugos, observou o militar.
Mais três homens relataram a Carlos Sousa as violências a que foram sujeitos pela PIDE em Vumba e nas instalações da polícia em Machipanda, Manica e Vila Pery (actual Chimoio), e que incluíam ainda choques eléctricos, privação de comida e bebida, trabalhos forçados, fracturas de membros e a tortura da “pendura”. Estiveram no limiar da “casa dos mortos”, disseram alguns. Mas sobreviveram para contar.
Ainda em Junho de 1974, a Comissão abriu uma investigação que tinha um único arguido: David da Conceição Viegas, agente destacado em Machipanda. Junto ao seu nome, os instrutores escreveram: “Fugiu para a Rodésia.” A mesma anotação foi feita em relação a Inácio de Jesus Mussanharuca, do posto de Manica, identificado pelas vítimas de Vumba. Por isso, a 27 de Agosto, os instrutores arquivaram os autos.
Num só processo-crime, a comissão agregou queixas sobre a morte de nove civis e a “provável” morte de mais oito
Em 1972, com o gradual avanço da luta armada para o centro do território, a guerra chegou ao distrito de Vila Pery, a cerca de 200 quilómetros da Beira. A subdelegação local tinha jurisdição policial sobre os concelhos de Sussundenga, Bauré e Manica e as circunscrições de Mossurize e Chibavava; tinha ainda postos e brigadas permanentes em Machipanda, Manica, Macossa, Vila Gouveia (actual Catandica) e Machaze. A cerca de 12 quilómetros de Vila Pery situava-se um quartel dos Flechas — a milícia armada da PIDE, numa réplica do que já fora feito em Angola. (Alguma literatura nega a existência de Flechas em Moçambique e a gíria militar designa-os por “Grupos Especiais” e “Grupos Especiais Pára-quedistas”, mas a documentação da própria PIDE em Moçambique e na “metrópole” utiliza a expressão “Flechas”: há referências ao “Centro de Instrução dos Flechas” em Vila Pery em documentos de 1973; e há relatórios de actividades desta milícia na região do Niassa em 1974.)
A abertura de novas frentes de guerra recrudesceu a repressão praticada pela PIDE, com actos de violência arbitrária. Quatro empregados de uma oficina automóvel em Vila Pery, acusados de terem roubado as chaves de quatro viaturas, foram espancados ao mesmo tempo numa das salas da subdelegação com palmatórias, varapaus e chambocos, amarrados pelos pés e mãos numa cama, deitados de barriga para baixo, e chicoteados nas costas e nádegas. Os indiciados — agentes Manuel Fernandes e Fernando Martins Meira e o guarda prisional José Dias Albino — tinham já “fugido para a Rodésia” quando foram convocados para inquirição no âmbito do processo-crime aberto pela Comissão. Mas não foi este o único processo em que surgiam como “presumíveis delinquentes”. Manuel Fernandes fora também acusado de matar Martinho Inácio e Celestino Micajo durante uma “sessão de tortura em que ambos foram suspensos do tecto de cabeça para baixo”, em Agosto de 1973. Ele, Meira e Albino foram ainda acusados em denúncias de desaparecimentos e espancamentos com sequelas graves.
Alguma literatura publicada nega a existência dos Flechas em Moçambique, mas a documentação original da PIDE e desta comissão militar menciona-a, localizando um quartel nos arredores de Vila Pery.
Rapaz com doença mental pediu boleia e foi morto
Em Fevereiro de 1974, um jovem com deficiência mental pediu boleia a um carro da PIDE quando fazia a pé o percurso de Amatongas para Vila Pery e nunca mais apareceu. O pai, Mário Chico Romão, dirigiu-se às instalações da corporação porque tinham visto José Mário entrar num “carro do Estado”. A polícia confirmou que o jovem se encontrava ali, mas explicou que não o deixavam sair porque “estava doente da cabeça e já não conhecia ninguém”. “Não valia a pena vê-lo”, disseram ao pai. Mal soube da revolução em Lisboa, em Abril de 1974, Mário Chico dirigiu-se à subdelegação com a esperança de ver o filho ser libertado, contou à Comissão a 2 de Julho. Mas “responderam que o nome dele não constava das relações do pessoal preso na ex-DGS”. Mais tarde, uma testemunha inquirida pelos instrutores militares contou que José Mário foi levado para a sala de interrogatórios e que os seus gritos se ouviam nas celas. Desde esse dia nunca mais o voltaram a ver. As averiguações foram arquivadas.
Em meados de Junho, a Comissão recebeu a denúncia não de uma vítima ou familiar, mas de um funcionário policial, Janota Luís, ex-Flecha e elemento do piquete de investigação entre Dezembro de 1973 e Março de 1974. Falou sobretudo sobre as mortes ocorridas durante os interrogatórios na cadeia da PIDE e contou ter carregado cadáveres para os jipes da polícia, “desconhecendo porém o destino”. Disse ainda ter presenciado a morte de um padre protestante, “de raça negra”, esfaqueado na barriga pelo agente Manuel Dias Mateus.
A maioria das queixas identificava os perpetradores das violências, mas quando começaram as investigações quase todos já tinham fugido de Moçambique. Os que estavam detidos na Beira evadiram-se em Agosto e os que estavam na cadeia da Machava foram libertados e armados aquando da intentona branca de 7 de Setembro. Um dos subinspectores que estavam nesta prisão em Maputo era José Castanho Gomes (já mencionado no texto em cima), que estivera destacado em Caldas Xavier e era um dos dirigentes da força policial em Vila Pery aquando da Revolução de Abril. Em finais de Agosto, foi interrogado na cadeia devido a (mais) uma queixa que o acusava de torturas, apresentada por Salomão Meque, empregado da Sociedade Algodoeira de Portugal (Soalpo) e “suspeito” de ter “reuniões subversivas com os padres” do bairro da empresa. Castanho Gomes tinha então 33 anos. Não se recordava de Meque, afirmou à Comissão, não assistia a interrogatórios e garantiu que nenhum pide era “capaz de utilizar meios violentos sobre os detidos”. Nesta altura, o Exército tinha já reunido milhares de páginas que contrariavam esta declaração. E poderia ter somado mais se os trabalhos não tivessem sido encerrados em Setembro de 1974.
No limiar
da “casa dos
mortos”
São inúmeros os relatos de violência extrema nas instalações da PIDE de Vumba, Manica, Machipanda e Vila Pery. Muitos pareceram. Mas outros sobreviveram para contar
Durante dois dias de Junho de 1974, o alferes
miliciano Carlos Sousa ouviu e registou na povoação de Vumba o que a PIDE/DGS
fizera aos habitantes daquela localidade do centro ocidental do país, junto à
fronteira com o Zimbawe. Chimoio Duco fora preso, levado para subdelegação em
Vila Pery e espancado; Joaquim Niqueisse fora detido a 2 de Janeiro de 1974,
transportado para o posto de vigilância de Machipanda e ali espancado com um
chamboco e seviciado no ânus com uma garrafa de cerveja; a Domingos Jemusse,
levado para o mesmo posto, puxaram-lhe e queimaram-lhe o pénis; Helena Paulo
chegou a Machipanda a 5 de Fevereiro e foi mantida presa 20 dias, durante os
quais foi sodomizada com paus no ânus, os seios puxados e espancada; Américo
Moera foi levado para Vila Pery e colocado numa cela com cães (Carlos Sousa
escreveu que as cicatrizes das mordeduras eram visíveis); Cassia Inhamutopora
levou pancada com p chamboco, mutilaram-lhe o pénis com queimaduras e “por ser
tão velho e já ver muito mal” dizia “ser difícil conhecer” algum dos seus
verdugos, observou o militar.
Mais três homens relataram a Carlos Sousa as violências a que foram sujeitos pela PIDE em Vumba e nas instalações da polícia em Machipanda, Manica e Vila Pery (actual Chimoio), e que incluíam ainda choques eléctricos, privação de comida e bebida, trabalhos forçados, fracturas de membros e a tortura da “pendura”, disseram alguns. Mas sobreviveram para contar.
Ainda em Junho de 1974, a Comissão abriu uma investigação que tinha um único arguido: David da Conceição Viegas, agente destacado em Machipanda. Junto ao seu nome, os instrutores escreveram: “Fugiu para a Rodésia.” A mesma anotação foi feita em relação a Inácio de Jesus Massanharuca, do posto de Manica, identificado pelas vítimas de Vumba. Por isso, a 27 de Agosto, os instrutores arquivaram os autos.
Em 1972, com o gradual avanço da luta armada para o centro do território, a guerra chegou ao distrito de Vila Pery, a cerca de 200 quilómetros da Beira. A subdelegação local tinha jurisdição policial sobre os concelhos de Sussundenga, Baurá e Manica e as circunscrições de Mossurize e Chibavava; tinha ainda postos e brigadas permanentes em Machipanda, Manica, Macossa, Vila Gouveia (actual Catandica) e Machaze. A cerca de 12 quilómetros de Vila Pery situava-se um quartel dos Flechas – a milícia armada da PIDE, numa réplica do que já fora feito em Angola. (Alguma literatura nega a existência de Flechas em Moçambique e a gíria militar designa-os por “Grupos Especiais” e Grupos Especiais Pára-quedistas”, mas a documentação da própria PIDE em Moçambique e na “metrópole” utiliza a expressão “Flechas”: há referências ao “Centro de Instrução dos Flechas” em Vila Pery em documentos de 1973; e há relatórios de actividades desta milícia na região do Niassa em 1974.)
A abertura de novas frentes de guerra recrudesceu a repressão praticada pela PIDE, com actos de violência arbitrária. Quatro empregados de uma oficina automóvel em Vila Pery, acusados de terem roubado as chaves de quatro viaturas, foram espancados ao mesmo tempo numa das salas da subdelegação com palmatórias, varapaus e chambocos, amarrados pelos pés e mãos numa cama, deitados de barriga para baixo, e chicoteados nas costas e nádegas. Os indiciados – agentes Manuel Fernandes e Fernando Martins Meira e o guarda prisional José dias Albino – tinham já “fugido para a Rodésia” quando foram convocados pela Inquirição no âmbito do processo-crime aberto pela Comissão. Mas não foi este o único processo em que surgiam como “presumíveis delinquentes”. Manuel Fernandes fora também acusado de matar Marinho Inácio e Celestino Micajo durante uma “sessão de tortura em que ambos foram suspensos do tecto de cabeça para baixo”, em Agosto de 1973. Ele, Meira e Albino foram ainda acusados em denúncias de desaparecimentos e espancamentos com sequelas graves.
A abertura de novas frentes de guerra recrudesceu a repressão praticada pela
PIDE, com actos de violência arbitrária.
Quatro empregados de uma oficina
automóvel em Vila Pery foram espancados
ao mesmo tempo numa das salas da subdelegação
Durante dois dias de Junho de 1974, o alferes miliciano Carlos Sousa ouviu e registou na povoação de Vumba o que a PIDE/DGS fizera aos habitantes daquela localidade do centro ocidental do país, junto à fronteira com o Zimbawe. Chimoio Duco fora preso, levado para subdelegação em Vila Pery e espancado; Joaquim Niqueisse fora detido a 2 de Janeiro de 1974, transportado para o posto de vigilância de Machipanda e ali espancado com um chamboco e seviciado no ânus com uma garrafa de cerveja; a Domingos Jemusse, levado para o mesmo posto, puxaram-lhe e queimaram-lhe o pénis; Helena Paulo chegou a Machipanda a 5 de Fevereiro e foi mantida presa 20 dias, durante os quais foi sodomizada com paus no ânus, os seios puxados e espancada; Américo Moera foi levado para Vila Pery e colocado numa cela com cães (Carlos Sousa escreveu que as cicatrizes das mordeduras eram visíveis); Cassia Inhamutopora levou pancada com p chamboco, mutilaram-lhe o pénis com queimaduras e “por ser tão velho e já ver muito mal” dizia “ser difícil conhecer” algum dos seus verdugos, observou o militar.
Mais três homens relataram a Carlos Sousa as violências a que foram sujeitos pela PIDE em Vumba e nas instalações da polícia em Machipanda, Manica e Vila Pery (actual Chimoio), e que incluíam ainda choques eléctricos, privação de comida e bebida, trabalhos forçados, fracturas de membros e a tortura da “pendura”, disseram alguns. Mas sobreviveram para contar.
Ainda em Junho de 1974, a Comissão abriu uma investigação que tinha um único arguido: David da Conceição Viegas, agente destacado em Machipanda. Junto ao seu nome, os instrutores escreveram: “Fugiu para a Rodésia.” A mesma anotação foi feita em relação a Inácio de Jesus Massanharuca, do posto de Manica, identificado pelas vítimas de Vumba. Por isso, a 27 de Agosto, os instrutores arquivaram os autos.
Em 1972, com o gradual avanço da luta armada para o centro do território, a guerra chegou ao distrito de Vila Pery, a cerca de 200 quilómetros da Beira. A subdelegação local tinha jurisdição policial sobre os concelhos de Sussundenga, Baurá e Manica e as circunscrições de Mossurize e Chibavava; tinha ainda postos e brigadas permanentes em Machipanda, Manica, Macossa, Vila Gouveia (actual Catandica) e Machaze. A cerca de 12 quilómetros de Vila Pery situava-se um quartel dos Flechas – a milícia armada da PIDE, numa réplica do que já fora feito em Angola. (Alguma literatura nega a existência de Flechas em Moçambique e a gíria militar designa-os por “Grupos Especiais” e Grupos Especiais Pára-quedistas”, mas a documentação da própria PIDE em Moçambique e na “metrópole” utiliza a expressão “Flechas”: há referências ao “Centro de Instrução dos Flechas” em Vila Pery em documentos de 1973; e há relatórios de actividades desta milícia na região do Niassa em 1974.)
A abertura de novas frentes de guerra recrudesceu a repressão praticada pela PIDE, com actos de violência arbitrária. Quatro empregados de uma oficina automóvel em Vila Pery, acusados de terem roubado as chaves de quatro viaturas, foram espancados ao mesmo tempo numa das salas da subdelegação com palmatórias, varapaus e chambocos, amarrados pelos pés e mãos numa cama, deitados de barriga para baixo, e chicoteados nas costas e nádegas. Os indiciados – agentes Manuel Fernandes e Fernando Martins Meira e o guarda prisional José dias Albino – tinham já “fugido para a Rodésia” quando foram convocados pela Inquirição no âmbito do processo-crime aberto pela Comissão. Mas não foi este o único processo em que surgiam como “presumíveis delinquentes”. Manuel Fernandes fora também acusado de matar Marinho Inácio e Celestino Micajo durante uma “sessão de tortura em que ambos foram suspensos do tecto de cabeça para baixo”, em Agosto de 1973. Ele, Meira e Albino foram ainda acusados em denúncias de desaparecimentos e espancamentos com sequelas graves.
A abertura de novas frentes de guerra recrudesceu a repressão praticada pela
PIDE, com actos de violência arbitrária.
Quatro empregados de uma oficina
automóvel em Vila Pery foram espancados
ao mesmo tempo numa das salas da subdelegação
Rapaz com doença mental pediu boleia e foi morto
Em Fevereiro de 1974, um jovem com deficiência mental pediu boleia a um carro da PIDE quando fazia a pé o percurso de Amatongas para Vila Pery e nunca mais apareceu. O pai, Mário Chico Romão, dirigiu-se às instalações da corporação porque tinham visto José Mário entrar num “carro do Estado”. A polícia confirmou que o jovem se encontrava ali, mas explicou que não o deixavam sair porque “estava doente da cabeça e já não conhecia ninguém”. “Não valia a pena vê-lo”, disseram ao pai. Mal soube da revolução em Lisboa, em Abril de 1974, Mário Chico dirigiu-se à subdelegação com a esperança de ver o filho ser libertado, contou à Comissão a 2 de Julho. Mas “responderam que o nome dele não constava das relações do pessoal preso na ex-DGS”. Mais tarde, uma testemunha inquirida pelos instrutores militares contou que José Mário foi levado para a sala de interrogatórios e que os seus gritos se ouviam nas celas. Desde esse dia nunca mais o voltaram a ver. As averiguações foram arquivadas.
Em meados de Junho, a Comissão recebeu a denúncia não de uma vítima ou familiar, mas de um funcionário policial, Janota Luís, ex-Flecha e elemento do piquete de investigação entre Dezembro de 1973 e Março de 1974. Falou sobretudo sobre as mortes ocorridas durante os interrogatórios na cadeia da PIDE e contou ter carregado cadáveres para os jipes da polícia, “ desconhecendo porém, o destino”. Disse ainda ter presenciado a morte de um padre protestante “de raça negra”, esfaqueado na barriga pelo agente Manuel Dias Mateus.
A maioria das queixas identificava os perpetradores das violências, mas quando começaram as investigações quase todos já tinham fugido de Moçambique. Os que estavam detidos de Moçambique. Os que estavam detidos na Beira evadiram-se em Agosto e os que estavam na cadeia da Machava foram libertados e armados aquando da intentona branca de 7 de Setembro. Um dos subinspectores que estavam nesta prisão em Maputo era José Castanho Gomes (já mencionado no texto ao lado), que estivera destacado em Caldas Xavier e era um dos dirigentes da força policial em Vila Pery aquando da Revolução de Abril. Em finais de Agosto, foi interrogado na cadeia devido a (mais) uma queixa que o acusava de torturas, apresentada por Salomão Meque, empregado da Sociedade Algodoeira de Portugal (Soalpo) e “suspeito” de ter “reuniões subversivas com os padres” do bairro da empresa. Castanho Gomes tinha então 33 anos. Não se recordava de Meque, afirmou à Comissão, não assistia a interrogatórios e garantiu que nenhum pide era “capaz de utilizar meios violentos sobre os detidos”. Nesta altura, o Exército tinha já reunido milhares de páginas que contrariavam esta declaração. E poderia ter somado mais se os trabalhos não tivessem sido encerrados em Setembro de 1974.
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